FILOSOFIA

FILOSOFIA

A medicina natural pode acrescentar muito no cuidado geral com as crianças, no tratamento das doenças comuns da infância e na manutenção da saúde.



Os métodos naturais como a Homeopatia e o Ayurveda colaboram com uma postura menos materialista e menos imediatista, desencorajando a auto-medicação, o exagero e a falta de bom senso no uso da alopatia.



É possível mudar os hábitos e usar os recursos naturais a fim de construir um estilo de vida mais saudável, sem deixar de lado a prática médica convencional, com suas indicações precisas.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Descomplicando a massagem para bebês

Texto publicado na minha coluna para o site ANGELINO (www.angelino.com.br)


"Muitas mães têm vontade de massagear os seus bebês, mas acabam desanimando por acreditar que precisam aprender alguma técnica específica ou por não estarem certas sobre qual produto usar e tal. Na verdade, só a aplicação do óleo no corpo, mesmo sem muita técnica, pode ser extremamente benéfico tanto para mãe quanto para o bebê. A Shantala, tão divulgada por Frederic Leboyer, é a técnica mais famosa e é adorável aprendê-la em algum workshop, ou ler o livro, que é lindo… mas se não der, também não tem problema!

Então, vamos descomplicar? Tomando alguns cuidados e usando produtos adequados você e seu bebê poderão ter uma delícia de momento juntos!

Vamos começar com um pouquinho de história: a massagem para bebês é originária da Índia e faz parte do Ayurveda, a Medicina Tradicional Indiana. A aplicação de óleos medicinais no corpo, através da massagem apropriada, é parte do tratamento neste tipo de medicina. O óleo medicinal pode penetrar a pele e, assim, nutrir o organismo, ajudando na cura dos mais diversos males. A Abhyanga, como é chamada a massagem indiana, pode ser feita com técnicas diferentes e com as mais diversas indicações. Para cada uma delas, usa-se um óleo medicado com ervas específicas, de acordo com o caso.

A parte do Ayurveda que corresponde à nossa Pediatria chama-se Kaumarbhrutya. É um tratado que discorre sobre os cuidados na gestação, o pré-natal, preparo para o parto, aleitamento materno, saúde do recém nascido até a adolescência. E a massagem faz parte dos cuidados rotineiros com o bebê. Da mesma forma que, aqui no ocidente, é corriqueiro limpar o umbiguinho, dar banho, trocar fraldas… lá as mães massageiam os bebês como parte da rotina diária.
A Shantala, como é conhecida, chegou aqui no ocidente através do médico francês Frédérick Leboyer. Ele estava viajando pela Índia quando viu uma mãe massageando o seu bebê, sentada numa calçada de Calcutá. Pediu para registrar o momento com fotos e também anotou os movimentos que ela fazia. Ele ficou encantado com o carinho e com a ligação desta mãe com o seu bebê. Trouxe a massagem para o ocidente e é em homenagem a esta mãe que o nome da técnica ficou sendo Shantala, o nome dela.

A massagem traz inúmeros benefícios para mãe e bebê. Ela ajuda na transição da vida intra-uterina para esta aqui fora, tão ampla e fria. Estimula os sentidos e contribui para o desenvolvimento do sistema imune e neurológico do bebê. E, além de tudo, traz conforto, carinho, amor, estreita o vínculo mãe/bebê. O óleo hidrata, nutre e fortalece a pele, melhorando sua cor e textura e deixando-a macia. Os movimentos rítmicos aliviam a tensão e, portanto, diminuem as cólicas, o bebê dorme melhor e fica mais tranqüilo.

Para começar não é preciso ser nenhum expert em massagem. Depois, se você sentir necessidade e tiver interesse, existem cursos específicos para aprender a fazer massagem em bebês. Mas, no início, não é necessário se ater a nenhuma técnica muito específica. Apenas experimente, tente! Veja como você se sente e como o seu bebê reage!

Você pode fazer a massagem sentada no chão com os bebês sobre as pernas (como a Shantala, isso aumenta o contato corporal com o bebê e é mais benéfico ainda) ou sobre um tapetinho (tatame, mat). Mas se as suas costas não permitem, pode ser em cima do trocador mesmo. Não vamos ser rígidos, não é?

Use um bom óleo VEGETAL – isso é importantíssimo – nada de óleos para bebês que encontramos nas drogarias e supermercados! Leia o rótulo e veja que eles contêm glicerina, e isso não é bom do ponto de vista do Ayurveda, já que o óleo vai ser absorvido pela pele. Na dúvida, use óleo de amêndoas doces puro, ou um óleo de semente de uva com umas gotinhas de óleo essencial de lavanda, por exemplo.  Na Índia existem óleos próprios para massagem, que são medicinais. Geralmente é o óleo de gergelim medicado com ervas específicas para bebês como o Bala (pronuncia-se balá – Sida cordifoglia) eAshvagandha (Withania somnifera). Uma indicação interessante é usar o nosso azeite de oliva mesmo. Ele tem efeito medicinal porque é rico em vitamina E, que é comprovadamente anti-oxidante, proporcionando uma pele lustrosa e saudável.
É importante lembrar-se de seguir sempre a seqüência: rosto, pescoço, braços, tórax, abdome, coxas, pernas e pés. Depois, vire o bebê de bruços e massageie as costas e as nádegas. Em cada grande articulação como ombros, cotovelos, quadris, joelhos e tornozelos, capriche um pouco mais nos movimentos circulares. Deixe-se levar por seus instintos e faça o movimento que achar adequado. Veja o que seu bebê gosta! Não precisa ser nada muito complexo, apenas um vai-vem ritmado. E também não precisa demorar muito. Ao todo, a massagem deve durar no máximo uns dez minutos, para o bebê não sentir frio. (Na Índia faz um calor danado… as mães indianas não se apressam!) Nos dias mais quentes e com os bebês mais crescidinhos, você também pode demorar mais, naturalmente! E nos dias frios, aqueça o ambiente.

Converse, cante, faça gracinhas e caretas para o seu bebê enquanto o massageia. Desfrute deste momento tão gostoso! É para ser um momento prazeroso para os dois. Caso o bebê demonstre algum desconforto, pare aquela manobra, experimente outra, ou interrompa a massagem. Lembre-se que nada é obrigatório!

A massagem só é contra-indicada na vigência de febre, resfriado com coriza, logo após a mamada ou refeição ou se o bebê estiver com fome.

E, agora que descomplicou, vamos abusar de mais uma forma de amor: as mãos!

“Sim, os bebês tem necessidade de leite,
Mas muito mais de serem amados e receberem carinho
Serem levados, embalados, acariciados, pegos e massageados”
FRÉDÉRICK LEBOYER

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Porque o medicamento homeopático é tão especial

Não é raro eu ouvir por aí, principalmente de quem não conhece, que a Homeopatia "não faz efeito" porque o remédio homeopático nada mais é do que uma gota de substância ativa diluída em uma piscina de água...

Esta afirmação está totalmente equivocada. A medicação homeopática é diluída sim, e é justamente isso que nos permite o uso dos mais diversos tipos de substâncias, inclusive as tóxicas, como medicamento. Mas a característica mais importante do remédio homeopático não é só a diluição, mas o processo de DINAMIZAÇÃO. A dinamização é que faz uma substância se transformar em medicamento homeopático. Portanto, fitoterapia, decocções, antroposofia não são homeopatia, e você vai entender porque.

Se observarmos uma prescrição homeopática clássica, veremos que na frente do nome da substância (que pode ser do reino vegetal, animal ou mineral e é chamada pelo seu nome científico) vem a potência do medicamento

Ex: Lycopodium clavatum 12 CH

12 CH é a potência, ou seja, o quanto aquela substância passou pelo processo de diluição e dinamização. CH quer dizer centesimal hahnemaniana. A cada 1 CH a substância foi diluída 100 vezes e a cada diluição sofreu sucussões, as famosas batidinhas, que tornam o remédio homeopático ativo. Portanto, qualquer outro remédio que não foi diluído e dinamizado, não é homeopatia.

Acredita-se que através do  processo de dinamização as impressões de determinada substância fiquem "gravadas na memória" daquela água que a contém. (o álcool tem função apenas de conservação) Por isso, mesmo sem pode identificar o princípio ativo da substancia naquela amostra de remédio, ele faz efeito no corpo humano - e um efeito suave e sutil - pois é constituído apenas da impressão sutil da substância. E é por isso também, que o remédio homeopático não é tóxico como os alopáticos. Pode acontecer de causar efeitos indesejáveis, quando não é prescrito corretamente, isso sim, mas não há toxicidade.

Alguns cientistas tentaram explicar, através da teoria da memória da água, a maneira como funcionaria o medicamento homeopático. Apesar desta teoria estar bem próxima de uma explicação plausível, estes cientistas foram ridicularizados frente à sociedade científica cartesiana e preconceituosa. Mas como homeopata, acredito que esta é a direção correta e logo logo isso será mostrado cientificamente. Hoje, não me angustio mais nem um pouco com a suposta "invalidade científica" que muitos julgam da homeopatia, já que é muito fácil de notar clinicamente a ação do remédio homeopático. É claro, evidente e indubtável que homeopatia funciona! É só observar! no blog HOLOSGAIA tem um post muito bom sobre isso, vale a pena conferir: http://holosgaia.blogspot.com/2010/08/memoria-da-agua-homeopatia-e.html

O pai da homeopatia, Samuel Hahnemann, descobriu que a substância diluída e dinamizada, poderia provocar no indivíduo são, sintomas parecidos com os do indivíduo doente, sem os efeitos tóxicos do remédio na sua forma de tintura. Por exemplo: Hahnemann percebeu que se uma pessoa sadia, tomasse China officinalis na forma homeopática, desenvolveria os sintomas da malária. Baseado então no princípio hipocrático de que semelhante cura semelhante, ele aplicou a China ao doente de malária. A intenção é fornecer ao doente uma doença artificial mais semelhante possível à sua natural, através do medicamento homeopático, a fim de extinguir a doença original.

Por isso tudo, o medicamento homeopático é muito mais do que apenas uma gota diluída em uma piscina de água. Exite muita história, muito estudo e muita evidência clínica por traz dele. Concordo que ainda há uma lacuna a ser preenchida. Mas isso passa a ter uma importância menor frente aos benefícios da prática homeopática que respeita os princípios de estudar o doente e não a doença, avaliar honestamente, ajudar a natureza e acima de tudo: Primo nil nocere, primeiramente não prejudicar.






Devido à sutileza do medicamento homeopático, são necessários alguns cuidados, tanto ao tomar como para armazená-lo:


- Tomar os medicamentos longe das refeições procurando manter um tempo mínimo de 15 minutos, inclusive após a escovação dos dentes;

- Não utilizar o mesmo conta-gotas para medicamentos diferentes;
- Não use produtos com cânfora (como Vicky Vaporub ou Gelol), pois este pe o antídoto da homeopatia;
- Evite bebidas alcoólicas, café em excesso e condimentos.










Cuidados com o Medicamento Homeopático 
- Guardar o frasco em local seco e ventilado;
- Fora do alcance de crianças;
- Longe de fontes de radiação (TV, microondas, computadores, celulares);
- Longe de substâncias que tenham cheiros fortes (produtos de limpeza, perfumes, etc.);
- Não se auto medique;
- Não recomende seu medicamento a outras pessoas, pois a homeopatia trata o doente e não somente a doença, e só o seu médico homeopata está capacitado a fazer sua avaliação.



sexta-feira, 22 de julho de 2011

Reportagem para o Portal do IG

Tive o prazer de colaborar com a reportagem da Carla Hosoi para o Portal Filhos do IG! É sobre viajar com filhos pequenos para lugares exóticos. A Carla reuniu a experiência de três mães viajantes e seus filhotes, mostrando que com paciência, disposição e cuidados especiais, é totalmente possível viajar com eles!

As dicas são muito valiosas, concordo com todas elas! Eu tinha até pensado em fazer um post aqui, especialmente sobre viajar com filhos, mas a reportagem ficou tão boa, que nem vai precisar! Não tenho muito mais a acrescentar - elas manjam tudo mesmo!

Só acho que os pais que viajam com filhos pequenos precisam sempre ter a criança como prioridade. Ao contrário do que a reportagem diz (a única coisa que realmente não concordei) os bebês TEM SIM vontade própria - bebês podem informar quando estão desconfortáveis, pelo calor, frio, vento, ambiente estranho, alimentação diferente e sentem SIM saudades da caminha e das coisinhas deles. Então, pais viajantes devem sempre ponderar se o roteiro não é longo demais, duro ou desconfortável demais (devido à condições climáticas), se a alimentação vai ser complicada, etc... principalmente em se tratando de viajar com bebês. Não vamos considerar que os bebês não têm vontade própria e são capazes de tolerar qualquer tipo de exposição ou condição pelo prazer de seus pais, né? No fundo, no fundo, a viagem proporciona mais prazer para os pais do que para os bebês pequenos. Então, por favor, viagem conscientes de que talvez não dê para fazer aquele passeio ou aquele roteiro espetacular porque seu filho ainda é pequenininho... e ele vai reclamar... talvez algum programa tenha que ficar para a próxima!

Estando consciente disso, é só fazer as malas e curtir muito a compania dos filhotes!!!

Segue o link:



Eu e o pai da Analu já fomos muito longe... mas ela, por enquanto, só foi até a praia! E adorou!

terça-feira, 5 de julho de 2011

Uma Amiga do Peito

Analu com 7 meses e mamando a pleno vapor! Só posso confessar que a bomba de tirar leite é uma graaande amiga do peito. Aluguei uma quando a Analu tinha 3 dias de vida e ela está comigo até hoje!

No início a bomba tira leite é útil na fase de apojadura. Apojadura é um processo fisiológico que acontece por volta do terceiro dia pós-parto em que as mamas ficam muito, muuuuito cheias de leite, túrgidas e doloridas... fica difícil para o bebê pegar o peito de forma adequada, é como se você fosse tentar abocanhar uma bexiga de festa bem cheia: impossível! Fora que a mãe fica nervosa, sensível, chorona, desesperada... afe! Nesta hora, além das compressas frias e de colocar o bebê para mamar sempre que ele quiser (livre demanda), a bomba de tirar leite ajuda muito: alivia a pressão, retirando boa parte do leite anterior, que é mais rico em água. Assim, o bebê recém nascido não precisa fazer tanto esforço para mamar o leite posterior, mais rico em gorduras e que engorda mais.

Mesmo depois da apojadura, eu tirava um pouco do primeiro leite antes da Analu começar a mamar - isso deixava a mama menos túrgida, facilitando a pega, e ela mamava logo o leite mais gordo! Ela ganhou peso rápido e fácil e logo no primeiro mês já era bochechuda e tinha coxosus suculentus (nome científico para coxas gordas, brincadeira rs)!

Com o passar do tempo, a produção de leite se adapta naturalmente à demanda do bebê. A gente já não fica mais transbordando de leite, pingando um montão cada vez que saímos do banho. Por isso é fundamental manter o aleitamento materno exclusivo até os seis meses (sem dar água ou chá ou qualquer outra coisa para o bebê) e livre demanda. Assim o bebê suga e estimula aprodução. Se ele foi sugar outras coisas que não o peito, a produção diminui. A livre demanda também logo deixa de ser mistério: lá por volta do terceiro mês, a Analu engrenou, por ela mesma, os horários para mamar! Entramos em uma rotininha!

E quando estava tudo certo... VOLTEI A TRABALHAR! Ai, ai...parece que o mundo cai nessa hora, deixar a bebê em casa...e como continuar amamentando até os 6 meses, se a licença é de 4? Bom, para contornar esse problema contei, ou melhor, conto com a minha amiga do peito: a bomba! Mas muitos pediatras aconselham as mães, antes de voltar ao trabalho, a introduzir a mamadeira de fórmula para que o bebê já vá se acostumando. E eu me pergunto, porque isso? Porque não orientar a mãe a ordenhar e estocar o leite? Será que é realmente a maioria das mulheres que acha que isso é trabalhoso demais e preferem dar logo a mamadeira de fórmula? Ou será que é falta de informação e de orientação? Será que realmente elas têm escolha? Enfim, eu não sou nenhuma tirana, mas definitivamente, empenho-me ao máximo a convencer as mães a ordenhar. É possível, SIM, não introduzir fórmula precocemente, mesmo que a mãe saia para trabalhar!

Quando fico mais de 6 horas fora de casa levo a bomba comigo. Assim que fico com os peitos cheios, dou um tempinho do trabalho (uns 15 minutos geralmente são suficientes) e tiro o leite. Guardo nos vidrinhos apropriados que levo junto com a bomba e deixo na geladeira do plantão. Na volta para casa, os vidrinhos são acondicionados na bolsa térmica junto da própria bomba, com o gelox. Em casa ponho no freezer e vou estocando leite.

E então, graças à minha amiga do peito, a bomba, a Analu mamou só leite materno exclusivamente até os 6 meses e ainda não toma mamadeira de fórmula. Agora com 7 meses completos está mais fácil ainda, porque ela já come frutinhas, almoça e janta. Mama no peito de manhã antes de eu sair, de tarde (se eu estiver em casa) e de noite - não necessariamente uma mamada só em cada período -e quando eu não estou a Vovó dá o meu leite para ela na mamadeira. (a Vovó tentou o copinho e a colherinha, que seria o mais correto, mas ela não se adaptou bem - a Vovó, porque a Analu sabe sorver direitinho o leite da colherinha)








Analu com uma mamadeirinha de leite materno - a primeira foi o Papai que deu! Eles amaram a experiência!








Tudo isso graças à bomba! Tirar leite é fácil, rápido e confortável. Teve gente que ficou tão admirada de me ver ir para o plantão com a bomba a tiracolo... tipo, nossa, que esforço, não era mais fácil dar uma mamadeira de leite em pó e pronto? Pois é, é o que eu sempre digo: nem sempre o que é mais cômodo é a melhor opção!

Vou para o plantão numa boa, carregando uma mochila a mais. E curto parar para ordenhar! Saio da rotina estafante por uns minutos para pensar na minha filhota e proporcionar a ela mais saúde e mais amor! E quando chego em casa.... ai, que delícia, ela vem com as duas mãozinhas e rosto no meu peito para sentir meu cheirinho e para mamar muuuuito! E mesmo que eu saia para trabalhar, dê plantão de 12 horas, continuamos mamando sem prazo para parar!

Neste momento minha amiga bomba fica de lado, claro, mas só esperando o próximo plantão!

Ia ser ótimo se toda mulher pudesse sair da maternidade com uma bomba tira leite à tiracolo! Antes da minha experiência eu nem imaginava os benefícios de usar a bomba.

Existem vários tipos: manuais, elétricas, alugadas, compradas.... converse com o seu Pediatra (se ele não souber te orientar, fuja hein? rs...) ou com uma Consultora em Aleitamento Materno. Ou ainda, as lojas especializadas orientam muito bem qual modelo escolher, de acordo com a sua necessidade!

Use e abuse deste recurso, é muito válido!

E aí é só curtir! Muito leite e muito amor para todo mundo!

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Vacinar ou não, eis a questão!

Um dos assuntos que dá mais pano pra manga em um consultório homeopático é os das vacinas. Você proíbe as vacinas, por ser homeopata? Meu filho só toma homeopatia, ele pode ser vacinado?
Como conciliar o uso da homeopatia com a vacinação? Vacinar ou não? 
Bom, a resposta para essa pergunta pode variar muito de profissional para profissional. Muitos nem discutem vacinar. Outros nem podem pensar em vacinar. Mas, como este é o blog da minha prática clínica, eu só posso falar por mim, desde já sabendo que há uma gama enorme de argumentos prós e contras. Vamos fazer aqui, um balanço da minha opinião e da minha vivência como pediatra e mãe, para poder chegar a alguma conclusão que seja mais tranqüilizadora para as famílias homeopatizadas.
PRIMEIRO PONTO: algumas vacinas protegem contra doenças muito graves.
Doenças como o tétano e a meningite, quando acontecem na infância são muito graves e até letais. Vamos pegar como exemplo, a meningite por pneumococo (que é mais grave do que a meningocócica). Ninguém gostaria de ter o filho acometido por uma doença que tem complicações muito graves como o abscesso cerebral e seqüelas permanentes do desenvolvimento neuro-psico-motor da criança. A meu ver, nenhum efeito colateral da vacina contra pneumococo poderia ser tão grave quanto a própria doença. Além disso, trago comigo a lembrança de ter cuidado de uma criança sequelada de meningite por pneumo, e até hoje penso que aquilo tudo poderia ser evitado pela vacinação.
Às vezes brinco que a Analu sofrerá o efeito colateral de ter uma mãe pediatra: na tentativa de protegê-la de doenças graves, não titubeei em vaciná-la. Mesmo sabendo que, do ponto de vista homeopático, estou a submetendo a outro tipo de doença. Alguns teimam em dizer que é a “doença da vacina” é pior. Mas não consigo me convencer disso, quando me lembro daquela criança tão seriamente comprometida de quem cuidei. E não me desespero tanto com a idéia de vaciná-la.
É uma questão de por na balança: o risco de se contrair uma doença horrorosa destas é pequeno. (Mas quando ela acontece, é grave demais) VERSUS o risco de se apresentar um evento adverso da vacina que protege contra aquela doença (mas que não é tão grave quanto a doença em si). E, além de tudo, pode ser evitado ou amenizado com o uso da homeopatia. Chegamos aqui ao
SEGUNDO PONTO: o uso da homeopatia para prevenir ou amenizar os eventos adversos das vacinas.
Do ponto de vista homeopático, após a vacinação podem ocorrer duas situações: nenhuma reação à vacina, o que indicaria um organismo muito saudável, que lidou bem com o estímulo morbífico da vacina ou um organismo tão comprometido que não conseguiu nem responder ao estímulo. Felizmente, nossas crianças respondem, na maioria das vezes, da primeira forma.
Ou, se ocorrer reação à vacina, esta pode ser leve, moderada ou grave. O fato de se desenvolver febre após a vacinação não é ruim. É o sinal que o organismo está tentando se livrar do estímulo morbífico da vacina.
De qualquer maneira, alguns medicamentos homeopáticos podem ser úteis no combate aos eventos adversos e às seqüelas da vacinação. O mais consagrado é o uso da Thuya, antes e depois da vacinação. Teoricamente, o seu uso impediria que o estímulo da vacinação funcionasse como uma noxa, levando ao aparecimento de doenças crônicas no futuro.
Outras formas possíveis de se medicar homeopaticamente após a vacinação são: utilizar os antígenos da vacina dinamizados (na forma homeopática) como, por exemplo, Bordetella pertussis CH5 após a vacinação de coqueluche. Ou ainda, tratar a reação vacinal como um quadro agudo: selecionar os sintomas que a criança está apresentando durante a reação vacinal e repertorizá-los, chegando a um medicamento homeopático que cubra a totalidade sintomática.
TERCEIRO PONTO: evidência científica que a vacinação, suprimindo as infecções “benignas” da infância, NÃO é um fator de risco para o desenvolvimento da atopia.

Li um artigo científico escrito pelo Dr. Ubiratan C. Adler, (médico homeopata, Mestre em Imunologia, Coordenador da Pós-graduação em Homeopatia da Faculdade de Medicina de Jundiaí), em que, muito bem embasado, ele rebate a hipótese de que a vacinação, por suprimir as doenças comuns da infância, deixaria de der a oportunidade àquele organismo de não desenvolver doenças crônicas como a atopia.

Reproduzo do artigo original:

Eis aqui uma outra oportunidade adequada para observar que grandes doenças epidêmicas como varíola, sarampo, miliária rubra, escarlatina, coqueluche, disenteria outonal e tifóide, depois de completarem seu curso, especialmente sem um tratamento homeopático criterioso, deixam o organismo tão abalado e irritado que, em muitas pessoas que parecem recuperadas, a Psora que antes estava adormecida e latente, agora acorda rapidamente, seja na forma de erupções semelhantes à sarna, seja na forma de outros sofrimentos crônicos...”
S Hahnemann

As observações de Hahnemann não endossam o “pressuposto homeopático” que considera as doenças infecciosas da infância como benignas, protetoras contra doenças crônicas futuras. Pelo contrário, o criador da Homeopatia avaliava as doenças epidêmicas importantes como nóxas que favorecem o desenvolvimento de doenças crônicas, inclusive erupções semelhantes à sarna. Entre as doenças crônicas que hoje chamamos de alérgicas, não seria a dermatite atópica uma erupção semelhante à sarna?


Hahnemann conheceu o resultado da vacinação antivariólica inicial. Em 40, 50 anos de observação de indivíduos imunizados, nada mencionou sobre o desenvolvimento de doenças crônicas causado pela vacina de Jenner, mas sim destacou o benefício proporcionado pela vacinação: “um fato benéfico marcante”. A varíola já não mais “dizimava metade ou três quartos das crianças das cidades que visitava”.
As críticas à vacinação foram introduzidas nas publicações homeopáticas pelo médico homeopata inglês, Burnett que viveu no final do século XIX. Segundo Burnett:

“ao vacinarmos um indivíduo, nós o estamos deixando doente, nós comunicamos vacinose a ele; se, somando-se à vacinose esse indivíduo contrai varíola, suas chances de morrer serão maiores, tanto maior for a vacinose que ele tiver”.

Apesar dos conhecimentos atuais ainda serem limitados sobre o mecanismo de manutenção da memória imunológica, grosso modo sabe-se que a eficiência de uma vacina depende da captura e processamento de seus antígenos pelas células dendríticas, que os apresentam (processados na forma de peptídeos) para as células T, ao mesmo tempo que estimulam a maturação destes linfócitos em células efetoras ou de memória.

Portanto, a teoria da vacinose de Burnett não tem fundamento imunológico. Ao vacinarmos um indivíduo com um determinado antígeno, não o estamos deixando doente, mas sim estimulando linfócitos T a atuarem como células de memória, prontas a coordenar uma resposta imune mais eficiente em caso de novo contato um antígeno muito semelhante. Compreendendo os princípios deste mecanismo, Hahnemann já entendia a vacinação como uma “cura homeopática por antecipação”.

Afastando-se da atitude inicial pró-vacinação de Hahnemann, a literatura homeopática multiplicou preconceitos em relação aos efeitos adversos das vacinas, que têm sido responsabilizadas por muitos males, desde um aumento da suscetibilidade às doenças em geral até a “violência social epidêmica nos Estados Unidos”.

É consenso que a vacinação, como qualquer procedimento sobre a saúde humana, não é isenta de riscos ou efeitos adversos e que cada vacina deve ser avaliada pela relação risco/benefício. Mas, considerando-se a cobertura vacinal como um todo, estudos amplos e bem desenhados como os de Anderson ou Grüber supracitados, apontam a vacinação como um fator de proteção contra as doenças atópicas, o que é lógico, uma vez que as vacinas protegem contra algumas infecções graves na infância, doenças agudas estas que são fatores de risco para manifestações atópicas crônicas. Na terminologia hahnemanniana, as vacinas evitam um maior desenvolvimento da Psora causado pelas grandes doenças epidêmicas. Isto não quer dizer que determinada vacina não possa apresentar efeitos alergênicos, como por exemplo, a vacina contra Haemophilus."
O artigo completo encontra-se publicado no Homeopathy, 2005, 94(13): 182-195; em inglês.

ÚLTIMO PONTO:

Tudo isso posto, vacinar ou não pode ser uma escolha da família. Cabe a mim, como pediatra e homeopata, ajudar na decisão, mostrando “os prós e os contras”. Admito que a minha experiência pessoal e profissional pesam muito. Não tenho como separar o que já vivi do momento atual. Fiquei sim, marcada pela experiência de ter cuidado de crianças que padeceram de males muito graves, que poderiam ser evitados pela vacinação. Ao mesmo tempo, também presenciei discussões e argumentos fortes de homeopatas importantes, contra a vacinação.

Quando o Dr. Vasant Lad esteve no Brasil, pude perguntar pessoalmente a ele, como lidar com a vacinação na infância. O Dr. Lad é um Vadya, um mestre, o maior expoente do Ayurveda aqui no Ocidente. E a resposta dele me tranqüilizou: vacine e combata as complicações. Simples assim!
(a visita do Dr. Lad ao Brasil está no meu outro blog, Namaste! - http://silsg.blogspot.com/2009/10/saibam-visita-do-dr-vasant-lad-e-pandit.html


quarta-feira, 1 de junho de 2011

SLING é moda ou tradição?

Este texto recém saído do forno é a minha primeira participação como colunista do site ANGELINO:
www.angelino.com.br, que é super legal, cheínho de dicas para pais e filhotes!

Vamos falar de slingar, que eu e Analu adoramos!

"Toda vez que me sinto atropelada pelo estilo de vida atual, olho para trás. Quando me sinto aflita com a modernidade vou resgatar, lá na tradição, algum costume já consagrado que me dá um pouco mais de certeza de que estou escolhendo com mais sabedoria. Em várias ocasiões da minha vida, resgatar o tradicional pesou mais e me trouxe mais benefícios do que ceder ao imediatismo, à facilidade e à pressa da atualidade. Assim foi na minha busca por exercer uma especialidade médica de forma mais sensível e consagrou até a minha escolha mais íntima de ter um parto natural, totalmente livre de intervenções.

Esta também é a história do SLING, que agora está tão “na moda”. Na verdade, sling é muito mais que moda, é um costume tradicional. E feliz, observo o resgate de mais um costume ancestral! Amarrar o bebê ao corpo da mãe (ou do pai, ou do irmão mais velho, ou de quem se dispuser a ajudar) é ancestral. Diversos povos ainda têm este hábito e, ainda hoje, podemos ver mães carregando seus filhotes enrolados ao corpo, na América do Sul, na África, a Ásia… Um hábito presente em culturas muito diversas! Atualmente, este hábito até ganhou um novo nome: babywearing, traduzindo do inglês, algo como vestir o seu bebê.

Com a modernidade, os bebês deixaram de ser carregados no colo para serem deixados nos carrinhos ou moisés. Hoje em dia existe até a tecnologia dos carrinhos de bebês, que os tornou mais leves, lindos e práticos.Toda mãe almeja ter um carrinho chique e moderno. Mas me pergunto: quem foi que teve a idéia infeliz de tirar os bebês dos colos de suas mães? Quem foi que pôde achar que um carrinho para bebês é melhor do que a maciez da pele e da doçura do cheiro da mãe? Bebês, desde os tempos imemoriais, foram carregados no colo e, de repente, vem a modernidade e muda tudo!

Meu instinto maternal é que faz estes questionamentos. Mas os argumentos concretos estão baseados no conceito da “gestação extra-uterina” ou “quarto trimestre”, desenvolvido por alguns estudiosos, entre eles o antropólogo Ashley Montagu. Segundo esta linha de pensamento, os três meses que se seguem ao nascimento são muito importantes na vida do bebê. Nesta fase acontece a adaptação ao mundo exterior. Durante a vida intra-uterina, o bebê vivencia uma situação de conforto, abraçado pelas paredes do útero, ouvindo constantemente os batimentos cardíacos da mãe e sentindo o seu balanço. Está aquecido e envolvido, em um ambiente com pouca luz. A vida fora do útero é um mar infinito de espaço livre para o bebê. Ele se sente solto, tem muito frio, não enxerga o suficiente ao seu redor.

Por isso o uso do sling é tão interessante. Dentro dele o bebê fica aquecido, ouvindo os batimentos cardíacos, sentindo o cheiro e o balanço da sua mãe. Bebês slingados são comprovadamente mais tranqüilos, dormem melhor, têm menos cólicas e, portanto, choram menos, para alívio de seus pais.  Usar o sling também favorece a amamentação. Primeiro porque o contato íntimo com a mãe fortalece o vínculo mãe-bebê (não podemos deixar de lembrar que a amamentação é um aprendizado para os dois).  E depois, porque bebês mais tranqüilos mamam melhor.

Dentro do sling, o bebê pode dormir, mamar ou ficar interagindo com o mundo, enquanto a sua mãe se ocupa de outras tarefas. À medida que vão crescendo, sentem-se participando de tudo, sentem-se como parte do mundo, e assim desenvolvem confiança e auto-estima. O uso do sling ajuda a desenvolver o senso de interdependência. As crianças se habituam, desde a mais tenra idade, ao fato de sermos seres interdependentes. E  é neste momento em que se planta a semente de que não precisamos ser tão individualistas e competitivos.

Alguém poderá me questionar: mas ficar muito com o bebê no colo não vai deixá-lo mimado demais? E eu respondo com um veemente não. Bebês pequenos precisam de colo e de contato pele a pele. Eles não têm como se informar do que acontece à sua volta, pois primeiramente, não estão adaptados ao mundo exterior e segundo porque seus sentidos não estão desenvolvidos. Eles simplesmente não sabem o que fazer para se acalmarem. Eles não sabem levar a mão à boca para sugar, não enxergam um móbile para se distraírem, o seu corpo ainda não se mantém aquecido sozinho e sentem muito frio. É vital e fisiológico, que um bebê receba calor humano e que ele seja embalado para que se acalme.

O sling pode ser usado até quando você quiser ou puder carregar o seu filho no colo. Um ano e meio, dois anos, ou além… muitos slings suportam o peso de 20kg. O uso não tem restrições nem contra-indicações. A postura do bebê ou da criança dentro do sling é mais fisiológica e mais adequada para a coluna do que nos carregadores modernos tipo mochila. E além do mais, o sling permite posições variadas: como se o bebê estivesse deitado em uma rede, para os recém nascidos. Ou barriga-barriga com a mamãe, ou sentado de frente olhando o mundo, para os maiorezinhos que já sustentam a cabeça. Ou ainda, de cavalinho na cintura, ou até nas costas da mãe.

Por tudo isso, o sling é muito mais do que apenas um acessório da moda. Se você escolher “vestir-se com seu bebê” estará escolhendo ter um bebê mais calmo, mais seguro e mais esperto. Terá mais chances de sucesso com a amamentação e, mamãe e bebê poderão usufruir dos inúmeros benefícios do aleitamento materno. Estreitará o vínculo do bebê com os pais, ou com quem cuidar dele. E experimentará a sensação de que deixar a modernidade um pouco de lado abre espaço para a tradição, para o instinto e para o nosso senso de humanidade, tão deixados de lados na vida atual.  Não deixa de ser uma forma de contribuição individual para o benefício universal, não é?"


Uma mamãe Butaneza slingando!
(tirei esta foto em 2009 na trilha do Tiger Nest, no Butão)

segunda-feira, 9 de maio de 2011

AMAMENTAR: UM ATO DE AMOR (SEM REGRAS!)

Não poderia deixar de falar de amamentação, logo no início do blog! Este post é mais um apelo a favor da amamentaçaõ do que um manual de instruções.

Como pediatra sempre incentivei o aleitamento materno exclusivo até 6 meses e a sua manutenção até 2 anos de idade, como preconiza a OMS. Mas agora que sou mãe e estou amamentando a Analu, estou sentindo na pele e na alma as dificuldades e as delícias da amamentação.

É fundamental ressaltar que TODA mulher é capaz de produzir leite e amamentar. Não existe leite fraco e nem bebê saudável que não consiga mamar. O que existem são EQUÍVOCOS, que devem ser desfeitos.

É certo que todo bebê já nasce sabendo sugar, mas não mamar. Amamentar é, sem dúvida, um aprendizado. Mesmo porque no início, mãe e bebê estão se conhecendo. Mas aprendizado não significa uma lista de regras rígidas a serem seguidas item por item: amamentar a cada 3 horas, nesta ou naquela posição, tanto tempo num seio, depois mudar para o outro...

Existem sim, orientações para a pega correta da boquinha do bebê no peito, pois a pega correta é o que vai evitar o apareceimento das fissuras nos mamilos. Mas a posição do bebê pode variar bastante! Mãe e bebê acabam entrando num acordo quanto à posição mais confortável... podem sim, ficar livres para mamar deitado, sentado, de ladinho, de frente, como quiserem!

E vamos mamar à vontade! Logo no início a demanda do bebê pelo peito e por sua mãe é enorme! Ele nem sabe que saiu da barriga ainda, está só se adaptando! Eu sei (sei mesmo!) que é difícil para a mãe recente encarar várias noites sem dormir, a ansiedade com a situação nova, o blues puerperal... (aquela tristezinha inexplicável que todas nós temos depois do parto) nos sentimos sozinhas e desemparadas... mas estando consciente dos benefícios incomensuráveis da amamentação, tanto para a mãe quanto para o bebê, e tendo a certeza de que todo esse maremoto VAI PASSAR... isto já é um acalanto para os nossos corações aflitos de mães recém-nascidas ...e a amamentação passa a ser um deleite! Um momento único e mágico de entrega, de amor, de cumplicidade, de união com o bebê!

Podem existir dificuldades para aprendermos a dar de mamar. Para resolvê-las podemos contar com o auxílio de um profissional habilitado - uma consultora em amamentação. O trabalho da consultora é de grande valia para que a mãe não desanime, mesmo quando o quadro parece caótico, elas têm a solução! Além da técnica, dão o apoio emocional necessário nesta dase de adaptação. Muitas vezes os familiares e até o pediatra podem atrapalhar, desencorajando as mães (não por mal, mas por quererem poupá-las do "sofrimento") e introduzindo logo de cara a mamadeira de fórmula... como se isso fosse uma solução. Não, não é. É um equívoco. A solução é apoiar, acalmar, incentivar, conscientizar... ânimos acalmados, logo aparecem os benefícios e o enorme prazer  em amamentar!

Para amamentar é preciso FICAR com o bebê NO COLO durante muito tempo! Permitam-se que nos primeiros meses seja assim: o bebê no colo o máximo de tempo possível! Vamos quebrar esse tabu de que dando amor e aconchego estaremos criando crianças mimadas! O bebê precisa do colo e do cheiro da mãe, precisa ouvir seus batimentos cardíacos e sentir o seu balanço, como se estivesse na barriga ainda. Ele precisa se sentir seguro, envolvido. Esta técnica funciona tão bem para os prematuros, é adotada em várias UTI´s neonatais (mães-cangurus)... porque não adotar o mesmo raciocínio para o bebê de termo?

Acolham seus bebês. Tomem-os nos braços e não soltem!... Deixem-se levar pelos sentimentos mais primitivos de proteção da sua cria, como tigrezas ferozes! Beijem, beijem, amassem, apertem, lambam e AMAMENTEM!

"Como nas relações amorosas - e trata-se disso - , precisamos de tempo e privacidade. As mulheres precisam entrar em comunicação com o homem para aceitar o ato sexual. Não há diferença no ato de amamentar. O bebê precisa estar informado para sentir o contato e poder sugar, e as mulheres, para produzir o leite e gerar amor. Simples assim. (...)

Se recordarmos que o leite materno não é apenas alimento, mas sobretudo amor (...) acharemos absurdo negar o peito porque "não precisa", "já comeu" ou "é manha". (...)

Só o distanciamento de nossa essência nos leva a pensamentos tão violentos em relação a nós mesmas e aos nossos bebês."

Extraído do livro: "A Maternidade e o Encontro com a Própria Sombra" de Laura Gutman


Eu e Analu mamando e amando!


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...