FILOSOFIA

FILOSOFIA

A medicina natural pode acrescentar muito no cuidado geral com as crianças, no tratamento das doenças comuns da infância e na manutenção da saúde.



Os métodos naturais como a Homeopatia e o Ayurveda colaboram com uma postura menos materialista e menos imediatista, desencorajando a auto-medicação, o exagero e a falta de bom senso no uso da alopatia.



É possível mudar os hábitos e usar os recursos naturais a fim de construir um estilo de vida mais saudável, sem deixar de lado a prática médica convencional, com suas indicações precisas.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Filme : O RENASCIMENTO DO PARTO

O documentário que estréia agora, dia 09 de agosto de 2013, questiona a epidemia de cesarianas e fala sobre humanização, a retomada do parto normal, da mulher como protagonista do parto, do direito de escolha etc... sensacional! Não percam!

Link para o "trailler" no youtube: http://www.youtube.com/watch?v=1zB-5ASFqm0

E aqui, um cartaz do filme com uma foto minha, só de brincadeira, para ajudar na divulgação!




quarta-feira, 19 de junho de 2013

NA hora do TOMBO... o KIT DE URGÊNCIA DA HOMEOPATIA!

Gente, acidente com crianças é coisa séria... longe de ser neurótica, crianças tem mesmo que brincar, pular, correr, gritar, tomar chuva, banho de mar, subir em árvore, comer terra... tudo isso é muito saudável! Mas sempre devemos estar sempre de olho e acompanhando nossas crias nas suas aventuras pelo mundo.

Bebês levam tudo à boca, então cuidado com objetos pequenos!

Ao começarem a engatinhar e a ficar em pé com apoio, costumam por dedo na tomada, bater a cabeça em quina, puxar toalhas com coisas perigosas em cima, prender dedinhos nas portas e gavetas... nesta fase: LIVRE-SE DO ANDADOR (se você ganhou um, disfarça e joga fora!) e evitem a cozinha. Os protetores (de quinas, tomadas e portas) são válidos, mas também é válido ensinar a criança o que pode e o que não pode. Protetores ajudam os pais que têm furacões em casa, sem dúvida. Daqueles, "viu, já foi"!

E os maiorezinhos, super curiosos e investigativos, vão querer abrir armários, experimentar remédios, cheirar produtos de limpeza, pegar o ferro de passar, fazer correria na cozinha... portanto,olho vivo e coisas tóxicas em armários altos ou trancados, hein?




Falamos aqui, hiper sucintamente, dos acidentes domésticos... quanto aos outros, os das aventuras por aí a fora, tem que ser na base do olho vivo mesmo. E desde pequenas, as crianças devem saber o que "só pode fazer com o papai ou a mamãe!" Por exemplo: piscina, mar, árvores, muros, escaladas etc

Mas, se algum acidente acontecer... é claro, primeiro avalie a gravidade - se há necessidade de ir ao hospital ou não. Em algumas situações a homeopatia pode ajudar bastante, então, tenha sempre em mãos:






  • Arnica montana 6CH - evita hematomas e inchaços maiores. deve ser administrado logo após o acidente - seja ele qual for: tombo, entorce, topada, pancada, bolada...

  • Ruta 6CH - quando há lesão do periósteo (membrana que recobre os ossos) - em traumas mais graves contra o osso, com ou sem fratura

  • Symphytum 6CH - para a recuperação mais rápida as fraturas verdadeiras. ajuda na formação do calo ósseo e portanto, na resolução da fratura. Calcium phosphoricum 6CH pode ser usado junto.

  • Hypericum 6CH - indicado quando há lesão de nervos ou algum tecido muito sensível, (como os genitais), traumas na coluna ou cóccix.

  • Aconitum 6CH - quando há um choque emocional: presenciou um acidente, ou tomou um grande susto.

Lembrando que o RESCUE REMEDY (um composto de florais de Bach) também pode ser muito útil para aliviar a dor e o susto na hora do tombo. Poder ser aplicado no local do tranco ou dado via oral, quantas vezes forem necessárias até a criança se acalmar.

Compressa com gelo também é ótimo para tirar a dor e diminuir o inchaço e o hematoma.

Se for usar homeopatia, não esqueçam que os sprays tipo GELOL contêm cânfora. Então não os use, porque isso neutralizará o efeito da medicação homeopática!

Qualquer dúvida sobre a seriedade do tombo, não hesite em procurar o seu Pediatra, ou o pronto-socorro.

Então, é isso aí: olho vivo e vamos deixar nossas crianças curtirem muitas aventuras!!!




terça-feira, 9 de abril de 2013

RELATO DE PARTO DO ANDRÉ


O Andrezinho já está com 6 meses e só agora consegui sentar para escrever o relato de parto. Na verdade, me deu uma vontade súbita de reviver os momentos que me marcaram e me transformaram tanto!
Tanto no parto do André, como no da Analu, tive experiências maravilhosas. Diferentes, mas igualmente intensas. Vocês sabem, o parto da Analu foi um parto natural lindo, hospitalar, sem nenhuma intervenção. Sem anestesia, sem episio. O trabalho de parto durou bastante, mas tudo muito tranquilo, sem pressa, sem desespero. Um verdadeiro nascimento em PAZ.


O parto do Andrezinho foi bem diferente: rápido, intenso, cheio de força e energia e hoje entendo por que.
Mas, vamos contar a estória desde o início.

Analu estava com 1 ano e 3 meses. Tinha acabado de desmamar. Flavio e eu ainda na dúvida, mas cogitando muito de longe, se teríamos um segundo filho ou não. Tínhamos motivos tanto para ter, como para não ter. A decisão estava empatada e nós ainda não sabíamos como desempatar.

Até que em janeiro de 2012, dei falta da minha menstruação. Ela só tinha vindo duas vezes, pois amamentei a Analu até quase um ano. Hummm... frio na barriga, mas mesmo assim, eu me enganando nas contas, demorei para achar que estava mesmo grávida. Deixei passar um tempinho. Nada. Falei para o Flavio, olha, to atrasada. E ele: ah, você tá grávida, mané! E eu: nããaooo... e ele: tá sim, foi aquele dia assim assado, tenho certeza que você errou nas contas. E eu: será? (sem saber o que sentir, tinha uma confusão dentro de mim...) E ele: vai logo fazer um teste de farmácia. E eu fiz. Saí do banheiro chorando adoidado com aquele bastãozinho na mão, entreguei a ele. E ele: ahn? Que que deu? E eu: buáaaaa  E ele: Sil, você tá grávida! Eeeeeeeee! Analu, você vai ganhar um irmãozinhoooo! E eu: buáaaaaa!!!

A notícia veio completamente de surpresa. Eu totalmente desprevenida. A Analu tinha recém parado de mamar, estava começando a andar, eu começando a sentir que a minha vida e meu corpo estavam voltando ao normal e, de repente... tudo volta para traz: barrigão, roupa de grávida, sutiã de amamentação, dedicação, noites em claro... mamá, mamá, tudo de novo... puts, desabei! Fora meu pai, que ainda não estava totalmente recuperado da doença, minha mãe ocupadíssima e estressadíssima, eu dando plantões... socorro! Pirei!

Mas, a alegria do Flavio e o tempo foram me acalmando. Na minha primeira consulta com a obstetra, a Lu Taliberti, (tirei o “doutora” porque somos colegas de faculdade!), chorei, chorei... e ela me acalmou, acalmou... fui tão acolhida, recebi beijos e abraços e parabéns e força!... esta primeira consulta foi essencial para que eu voltasse ao meu eixo e conseguisse ver de novo como é grande o milagre da vida, como é lindo estar grávida, quantas bênçãos que estava recebendo com a chance de ter mais um bebê na minha vida e na nossa família!!!

A consulta com a Lu foi essencial também por causa do tipo de parto. Mesmo no meio da minha confusão uma coisa eu sabia: não queria nem por decreto passar por uma cesária. Nem correr o risco. Por isso procurei a Lu. Sabia que ela ia me entender, não iria de jeito nenhum me tachar de doida por ter escolhido um parto natural para a chegada da Analu.

E assim foi em todo pré natal: as consultas com a Lu cheias de carinho e de um forte apoio ao parto normal. Estávamos em sintonia total: ela entendendo a minha vontade de parir e eu confiando que ela me deixaria parir em PAZ!

E fomos indo! Rapidinho fui entrando em sintonia com a gravidez e com o bebê. As aflições foram ficando para trás e me sentia novamente radiante grávida. A Analu foi crescendo e entendendo que “vai chegar o seu irmão”, que ela rapidinho apelidou de Simão = seu irmão!

Logo no comecinho liguei pra minha querida amiga Aninha para começarmos a fazer aulas de yoga para gestante. Foi uma delícia! Eu, que já conhecia a Aninha de outras aventuras yóguicas (fizemos o primeiro ano de formação com o Pedro Kupfer juntas, em 2007, e logo ficamos amigas) também pedi que ela me doulasse no parto do André. Então, fizemos yoga, cantamos mantras, conversamos muito sobre o parto e tudo isso também ajudou a tornar a gravidez muito mais tranquila!

Em julho, já quaseno terceiro trimestre de gestação, o Flavio foi viajar a trabalho. Assim como na gravidez da Analu, só que desta vez, corríamos o risco dele estar fora no dia do parto... eu não queria nem a pau parir sem marido, apesar de ter o plano B da minha irmã ser minha marida, caso ele não estivesse. Mas não tinha o que fazer, a não ser esperar... nunca que cogitaríamos, nem eu nem ele, de marcar uma cesária para que ele pudesse estar presente. Antes sem marido do que de barriga cortada!

Mas, ele tinha conseguido uma folga para vir a São Paulo na semana da data prevista do parto. Torcíamos e rezávamos para que o Andrezinho colaborasse e nascesse na semana em que o pai dele estivesse presente.

E chegou a 39o. semana. A DPP (40 semanas) era 10 de outubro e dia 29 de setembro o Flavio chegou. Ficaria até dia 8 de outubro. Neste dia já comecei a tomar uma homeopatia para ver se ajudava a engrenar um trabalhinho de parto.

Eu tinha certeza que o Andrezinho não chegaria até a 40o. semana, pois já estava grandão e a Analu tinha nascido de 39 semanas e um dia. Ficamos confiantes. Dia 2 de outubro, meu aniversário, tive consulta com a Lu. O Flavio foi junto. E ela: a barriga está alta hein Sil? Por enquanto tudo quieto. E eu: ai Lu, esse muleque tem que nascer esta semana!!! (ansiedade batendo a mil né?) E ela: bom, posso tentar uma ajudinha aqui... (ai, eu sabia o que era – a famosa e dolorida “dedada” – descolamento de membranas) ain... mas, com meu consentimento, ela fez. Doeu vai, mas nem tanto. Passou logo. Eu queria acelerar um pouco as coisas, fazer esse Andrezinho ficar mais esperto pra vir!!! Fomos confiantes para casa.
Fiz uma festinha de aniversário com a minha família, corri pra lá e pra cá, com aquele barrigão, peguei muito a Analu no colo e ainda demos uma namoradinha! E então....

No dia seguinte, bem cedinho, começaram as contrações! EEEEEEEEE!!! Que legal, que legal, Andrezinho estava a caminho! Continuei tomando a homeopatia para regularizar bastante o trabalho de parto e em 4 ou 5 horas eu já estava em trabalho ativíssimo! Não tinha terminado a manhã ainda e eu já me sentindo parindo, afe, com aquela inquietude, andando para lá e para cá, vontade de fazer cocô.. tipo vamos que vamos!!!
Não eram nem 11 da manhã já ligamos para Lu dizendo que a coisa estava rolando solta! E fomos para o hospital. A Aninha também já estava sabendo e nos encontrou lá.

Cheguei no São Luiz já anunciando que ia parir! Hahahahaha, foi ótimo porque isso já acelerou a burocracia toda. O segurança que fica na porta, todo gentil, me ajudou a descer do carro e me levou até o sofá, disse: pode sentar aqui, vou chamar a enfermeira... e eu: ai moço, obrigado, mas não dá pra sentar não! Hahahahaha ai ai ai ai.... chama logo!

Aí a enfermeira de plantão já me examinou (toda aflita achando que eu ia parir ali mesmo) estava com 8 cm de dilatação, bolsa integra!!! Eeeeeeeee!!! Como me animei!!! Tão rápido!!! Corre, corre pro Centro Obstétrico.

Cheguei lá achando que eu ia só tossir e Andrezinho nascer, mas não foi bem assim. O danadinho estava alto pra chuchu, dilatação total e ele lá em cima. A dor tava pegando, eu fui ficando cansada... já tinha agachado, ficado na posição deitada, sentada, assim, assada e nada... já tava rolando mantra, massagem, carinho, e nada.. e a dor pegando...  neste momento, a Marcia, que tinha sido a parteira da Analu, estava lá na sala ao lado, foi me dar um beijo de boa sorte! Tão legal encontrar pessoas queridas numa hora dessa! Aumenta a sensação de alegria, de festa, de boas vindas e a gente se sente mais revigorada! A Renata, colega de Med ABC também, que fez todos os meus ultra-sons também foi me dar um beijo nesta hora.
Aí, a Lu sugeriu uma raqui. Topei, pensei: me alivia um pouco a dor e esse muleque desce e nasce. Fizeram, tranquilo. Pedi para o anestesista não me deixar totalmente sem dor. Uma dorzinha é boa pra gente perceber a contração e fazer força na hora certa. E assim ele fez. Aí andei, agachei, mudamos do CO para o Delivery Room e o Andrezinho: alto. E eu, cacilda, cadê esse muleque?

Em algum momento a Lu rompeu a bolsa, com meu consentimento, para o menino descer. Pensamos, agora vai, chama o pediatra, eu achando que ia cuspir o muleque. Nada.

Meu!!! Eu comecei a ficar ansiosa. E a Lu... ah a Lu... e a Dani, que estava auxiliando... as duas... numa caaaalllmmaaaa..... calma, Sil, ele deve estar em alguma apresentação diferente, pra demorar tanto para descer, mas o coraçãozinho está ótimo, vamos em frente! E eu dando graças a todos os deuses, Ganesh, Buda, Jesus de ter procurado estas duas lindas para cuidarem da gente! O olhar da Lu me transmitia muita confiança. Em nenhum momento senti que ela titubeava tipo: bora rachar essa barriga antes que o bebê entre em sofrimento, ou faça, cocô na barriga, ou qualquer coisa assim, desse papo de fazer parto normal virar cesárea...

Bom, a coisa foi demorando. Eu ficando cansada. A raqui passou e a dor voltou com tudo. Forte mesmo. Uma dor diferente da do parto da Analu, quase que eu não podia com ela. A Lu sugeriu uma peri contínua e fizemos. Da mesma forma, pedi pro anestesista não me deixar totalmente sem dor. E fiquei feliz com a minha anestesia e mais confiante e com mais força pra continuar.

Em certo momento, a Lu conseguiu palpar direitinho a cabeça do nenê e me disse: ele tá em OS Sil!!! Quer dizer, vai nascer olhando pra cima! (Uma posição anômala, que faz o parto demorar mais, mas que nasce tranquilo mesmo assim).

E vamos que vamos, força boa, coragem, tranquilidade e segurança na minha obstetra, confiança na minha doula, apoio do meu marido, vamos vamos...

Já no finalzinho, vejo meu cunhado entrando no delivery! Hahahahaha como assim??? Ele, que é medico lá do São Luiz, foi só perguntar de mim e a enfermeira puxou ele pra dentro da sala! Hahahaha  nem sei se ele curte essas emoções de parto, mas falei: Aeee Giba, fica a vontade, tá uma festa aqui, já já nasce!

Apesar da demora o clima era de muita festa e muito astral! E vamos lá, mais umas forças e lá estava a cabecinha dele aparecendo! E a Lu: ai Sil, deixa eu fazer uma episio, pequenininha... e eu.. ahn... essa foi a única parte que eu não gostei. Mesmo. Mas eu já estava tão cansada, o Andrezinho já estava tão perto, que deixei. Falei: faz Lu, faz o que precisar que eu quero esse muleque no meu colo!

Então, todo mundo me segurou pelas costas, eu praticamente sentei e  dois segundo depois....  nasceu o Andrezão, olhando para mim, em OS, numa defletida grau 1. Meu, que mulecão!!! Nasceu tranquilex, chorou um pouco e logo se aquietou no meu colo. O Douglas examinou ele ali mesmo e tudo ótimo! Dois minutos e meio depois meu bebezão já estava mamando! Puts! Nasceu com fome, com uma força, parece até que nasceu ensinado!!! Meu menino já mostrando a que veio! Eu não poderia estar mais feliz!!!! Flavio babando, Aninha, Lu, Dani, Douglas, todos vibrando e eu... ahn, que sensação maravilhosa, de amor, de plenitude, de ter posto mais um rebento no mundo! 

AI COMO É BOM PARIR!!!!

Andrezão ficou no meu colo por mais ou menos umas duas horas. Neste tempo ele mamou, foi bastante mimado, se aqueceu e se aquietou. Ganhei muitos e beijos e abraços e parabéns e uma nova festa de aniversário, só que no dia seguinte!

Só depois que toda a equipe já tinha saído e que eu precisava subir para o quarto, ele foi pesado (3580g! uau!) e foi um pouco pro colo do Papai. Minha mãe, como no parto da Analu, foi lá me ver , ficou comigo e me ajudou a bater um belo prato de comida.

E assim foi! Um partaço. Diferente do primeiro, não menos emocionante. Nem mais emocionante. Tive que passar por intervenções, mas nada foi feito sem meu consentimento. Também não fui induzida a nada. Seu eu resolvesse parir sem anestesia, a minha querida obstetra Lu estaria lá, do mesmo jeito, pra me ajudar a parir.

Este foi o ponto mais importante do meu segundo parto – tudo foi diferente (também, pudera, foi uma gestação diferente, um bebê diferente, uma posição diferente, uma equipe diferente. O parto ia ser diferente de qualquer forma) mas tudo que foi feito, foi feito com meu consentimento. Nada foi imposto. Toda a equipe me transmitiu tanta segurança... a equipe e principalmente a Lu, bancou meu parto. Abraçou minha causa. Fui respeitada na minha vontade de parir e de ser eu a protagonista do parto. E o André pode nascer do jeito que ele escolheu, na hora que ele escolheu, com o mínimo de intervenções. Por isso, serei eternamente grata!

“necessário, somente o necessário... o extraordinário é demais!”

A força e a occitocina foram minhas, não me instalaram um sorinho para acelerar o parto, acreditando que a natureza faz acontecer. Ah, se faz! É só a gente não atrapalhar...

Namaste!


terça-feira, 12 de junho de 2012

Pelo direito de opinião e de opção!

Aos meus queridos leitores, deixo aqui reproduzida uma carta aberta à sociedade, redigida pelo Dr. Ricardo Herbert Jones, um obstetra humanizado do Rio Grande do Sul.

O motivo da carta foi a reação arbitrária do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (CREMERJ) à declaração do Dr. Jorge Kuhn na reportagem do Fantástico sobre PARTO HUMANIZADO DOMICILIAR.
A reportagem foi ao ar em 10/06/2012 -

http://globotv.globo.com/rede-globo/fantastico/t/edicoes/v/parto-humanizado-domiciliar-causa-polemica-entre-profissionais-da-area-de-saude/1986583/

A notícia foi publicada ontem no Jornal do Brasil, com afirmações absurdas como: "A denominação de “parto humanizado”, na verdade, mascara o risco a que mãe e bebê estão sujeitos" -

Não se trata apenas de defender um profissional ético e capaz como o Dr. Jorge Kuhn. A reação do Conselho fere o direito de expressão e opinião de qualquer médico e, principalmente, o direito das mulheres escolherem como e aonde querem parir.

O Dr. Jorge e sua equipe me assistiram no parto da Analu. Um parto natural, sem anestesia ou intervenções, por escolha minha, de querer participar ativamente do parto da minha filha. A experiência foi maravilhosa e, apesar de eu ter parido no hospital, também por escolha minha, meu parto me mostrou uma realidade que antes eu desconhecia - o parto domiciliar. Conhecendo pessoas capazes e embasadas cientificamente, como os Dr.Jorge, os pediatras, as parteiras, doulas e outros profissionais humanizados, entendi de uma vez por todas, que o parto domiciliar é SIM uma opção viável e segura. É um direito nosso escolher. Parir em casa não é um oba-oba de gente bicho grilo, que quer inventar. É uma opção que, inclusive, acontece em outros países.

Eu não poderia deixar de me manifestar em defesa do meu médico e da humanização, pois é isso que busco e procuro fazer na minha vida pessoal e profissional.

Por isso, assino embaixo!
 
CARTA ABERTA À SOCIEDADE
por Dr. Ricardo Herbert Jones

Nós, médicos humanistas, enfermeiras-obstetras e obstetrizes, todos os profissionais, entidades civis, movimentos sociais e usuárias envolvidos com a Humanização da Assistência ao Parto e Nascimento no Brasil, vimos através desta presente Carta manifestar o nosso repúdio à arbitrária decisão do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (CREMERJ) de encaminhar denúncia contra o médico e professor da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) Jorge Kuhn, por ter se pronunciado favoravelmente em relação ao parto domiciliar em recente reportagem divulgada pelo Programa Fantástico, da TV Globo.

Acreditamos estar vivenciando um momento em que nós todos, que atendemos partos dentro de um paradigma centrado na pessoa e com embasamento científico, estamos provocando a reação violenta dos setores mais conservadores da Medicina. Pior: uma parcela da corporação médica está mostrando sua face mais autoritária e violenta, ao atacar um dos direitos mais fundamentais do cidadão: o direito de livre expressão. Nem nos momentos mais sombrios da ditadura militar tivemos exemplos tão claros do cerceamento à liberdade como nesse episódio. Médicos (como no recente caso no Espírito Santo) podem ir aos jornais bradar abertamente sua escolha pela cesariana, cirurgia da qual nos envergonhamos de ser os campeões mundiais e que comprovadamente produz malefícios para o binômio mãebebê em curto, médio e longo prazo. No entanto, não há nenhuma palavra de censura contra médicos que ESCOLHEM colocar suas pacientes em risco deliberado através de uma grande cirurgia desprovida de justificativas clínicas. Bastou, porém, que um médico de reconhecida qualidade profissional se manifestasse sobre um procedimento que a Medicina Baseada em Evidências COMPROVA ser seguro para que o lado mais sombrio da corporação médica se evidenciasse.

Não é possível admitir o arbítrio e calar-se diante de tamanha ofensa ao direito individual. Não é admissível que uma corporação persiga profissionais por se manifestarem abertamente sobre um procedimento que é realizado no mundo inteiro e com resultados excelentes. A sociedade civil precisa reagir contra os interesses obscuros que motivam tais iniciativas. Calar a boca das mulheres, impedindo que elas escolham o lugar onde terão seus filhos é uma atitude inaceitável e fere os princípios básicos de autonomia.

Neste momento em que o Brasil ultrapassa inaceitáveis 50% de cesarianas, sendo mais de 80% no setor privado, em que a violência institucional leva à agressão de mais de 25% das mulheres durante o parto, em vez de se posicionar veementemente contrários a essas taxas absurdas, conselhos e sociedades continuam fingindo que as ignoram, ou pior, as acobertam e defendem esse modelo violento e autoritário que resulta no chamado "Paradoxo Perinatal Brasileiro". O uso abusivo da tecnologia contrasta com taxas gritantemente elevadas de mortalidade materna e perinatal, isso em um País onde 98% dos partos são hospitalares!

Escolher o local de parto é um DIREITO humano reprodutivo e sexual, defendido pelas grandes democracias do planeta. Agredir os médicos que se posicionam a favor da liberdade de escolha é violar os mais sagrados preceitos do estado de direito e da democracia. Ao invés de atacar e agredir, os conselhos de medicina deveriam estar ao lado dos profissionais que defendem essa liberdade, vez que é função da boa Medicina o estímulo a uma "saúde social", onde a democracia e a liberdade sejam os únicos padrões aceitáveis de bem estar.

Não podemos nos omitir e nos tornar cúmplices dessa situação. É hora de rever conceitos, de reagir contra o cerceamento e a perseguição que vêm sofrendo os profissionais humanistas. Se o CREMERJ insiste em manter essa postura autoritária e persecutória, esperamos que pelo menos o Conselho Regional de Medicina de São Paulo (CREMESP) possa responder com dignidade, resgatando sua função maior, que é o compromisso com a saúde da população.

Não admitimos, não permitiremos que o nosso colega Jorge Kuhn seja constrangido, ameaçado ou punido. Ao mesmo tempo em que redigimos esta Carta aberta, aproveitamos para encaminhar ao CREMERJ, ao CREMESP e ao Conselho Federal de Medicina (CFM) nossa Petição Pública em prol de um debate cientificamente fundamentado sobre o local do parto. Esse manifesto, assinado por milhares de pessoas, dentre os quais médicos e professores de renome nacional e internacional, deve ser levado ao conhecimento dos senhores Conselheiros e da sociedade. Todos têm o direito de conhecer quais evidências apoiariam as escolhas do parto domiciliar ou as afirmações de que esse é arriscado – se é que as há.
http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=petparto
Abaixo-assinado PETIÇÃO PÚBLICA POR UM DEBATE CIENTIFICAMENTE FUNDAMENTADO SOBRE LOCAL DE PARTO  www.peticaopublica.com.br

Abaixo-assinado PETIÇÃO PÚBLICA POR UM DEBATE CIENTIFICAMENTE FUNDAMENTADO SOBRE LOCAL DE PARTO
www.peticaopublica.com.br

sexta-feira, 23 de março de 2012

Campanha do Frutaço!


Eu e a Analu apoiamos a Campanha do Frutaço!

Com a chegada da Páscoa, a loucura por chocolate aumenta ainda mais! Eu, particularmente, sou chocólatra assumida e, mesmo considerando o chocolate uma delícia, me preocupo com as loucuras da Páscoa.... Mesmo sendo maluca por chocolate e sentir que posso até perder o controle nesta época, me preocupo com as crianças pequenas, que acabam entrando na onda dos pais...

Quantos titicos a gente não vê por aí, devorando chocolate e doces antes da hora? Desde pequenininhos já abusando... assim vão aprender a abusar, como a mãe, o que todos nós sabemos que não é legal!
Legal é cultivar bons hábitos alimentares, desde a mais tenra idade! Primeiro, mamando no peito até 6 meses e, depois, a introdução de alimentação complementar saudável!

Apoio a Campanha do Frutaço que, de um jeito bem descontraído, está publicando fotos, relatos, receitas, um monte de coisas bacanas com crianças se deliciando com as frutas! Afinal, eles vão ter tanto tempo nesta vida pra curtir chocolate e otras cositas más, no tempo certo, não é???

BLOG: http://campanhafrutaco.blogspot.com.br/

NO FACEBOOK: https://www.facebook.com/CampanhaDoFrutaco



terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Colaboração para o site IG-DELAS, na reportagem de Carla Hosoi


As “bíblias da maternidade” de cada década

Conheça os livros que fizeram a cabeça de pais e mães das gerações anteriores e saiba por que eles viraram sucesso

Carla Hosoi, especial para o iG São Paulo 06/02/2012 11:11
  •  
  •  Comer papinha de colher torna  
No universo das grávidas – e grávidos – o que não falta é sede de informação. Um bebê a caminho traz à tona as mais diversas emoções e suscita uma série de dúvidas, angústias, alegrias, curiosidades, desejos. Hoje, as perguntas são respondidas em questão de segundos: basta uma busca na internet e uma enxurrada de artigos, sites, blogs e guias estão disponíveis. Mas nem sempre as informações online contam com tanta credibilidade quanto os livros assinados por especialistas.

Por muito tempo a literatura especializada foi a única alternativa para gerações e gerações de mães e pais ávidos por conhecimentos. Cada época teve a sua “bíblia da maternidade”. Reunimos os títulos que guiaram os pais em tempos diferentes e damos uma amostra de como esses livros encaravam (e encaram até hoje) a experiência da maternidade e da paternidade.


Foto: Reprodução
O Dr. Dafoe's Guidebook for Mothers: primeiro obstetra famoso
>>> Anos 30: Dr. Dafoe's Guidebook for Mothers

Autor: Allan Roy Dafoe
Exemplares vendidos: desconhecido
Editora: Julian Messner
Primeira edição: 1936

Porque fez sucesso: o obstetra canadense Allan Roy Dafoe ficou famoso ao realizar um parto de quíntuplos, que nessa época dificilmente sobreviviam à infância. A história do médico passou então a se confundir com a dos próprios bebês, pois ele se tornou tutor das cinco irmãs Dionne. Seu sucesso foi tanto que acabou inspirando um personagem para um filme.

Porque caiu em desuso: o título não chegou a ser traduzido no Brasil, mas muitas mães devem ter ouvido falar do guia, devido ao sucesso na época. Como é um livro da década de 30, as disparidades, sobretudo em relação aos conhecimentos médicos, são grandes em relação a hoje. Mas a leitura é no mínimo curiosa, pois revela os padrões de cuidados e da maternidade da época.



>>> Anos 60 e 70: Meu Filho, Meu Tesouro 

Autor:
 Benjamin McLane Spock
Exemplares vendidos: mais de 50 milhões
Editora: Record
Primeira edição: 1946 (no Brasil, 1960)

Porque fez sucesso: foi considerado o manual definitivo e revolucionário de puericultura do período pós-guerra, continuando a ser referência até a década de 70. É instrutivo e bem detalhado, com dicas práticas de cuidados com o bebê desde o nascimento – como amamentar, intervalos de mamadas, banhos, sono, desenvolvimento – até a puberdade. O interesse do autor por psicologia influenciou seus métodos, pouco tradicionais para a época. Em algumas passagens do livro, a preocupação com o lado psicológico dos pais é evidente e reforça a autoconfiança, a intuição e o bom senso como os maiores aliados para o cuidado e a educação dos próprios filhos.

Foto: Reprodução
Algumas das capas de "Meu Filho, Meu Tesouro", clássico do Dr. Benjamin Spock


Porque caiu em desuso: já se vão 70 anos desde a sua primeira edição. De lá para cá, os valores familiares mudaram e muitos conhecimentos científicos foram atualizados. O livro traz dicas para identificar e cuidar de doenças como coqueluche, difteria, tuberculose, raras hoje em dia. Também não considera a amamentação essencial, provavelmente pela falta de conhecimento suficiente à época sobre os benefícios da lactação. A participação paterna, embora seja incentivada, ainda é coadjuvante.

Trecho:
 “Não leve muito a sério tudo que dizem os vizinhos. Não se intimide com o que dizem os entendidos. Não receie confiar em seu próprio bom senso. Educar seu filho não será tarefa complicada se você não se afobar, se confiar em seus próprios instintos e seguir as diretrizes dadas por seu médico. Sabemos, com certeza, que o afetuoso cuidado que os pais carinhosos dispensam a seus filhos é cem vezes mais valioso que saber a maneira de prender a fralda no lugar certo ou preparar a mamadeira corretamente”.


Foto: ReproduçãoAmpliar
"A Vida do Bebê", do Dr. de Lamare: primeiro representante brasileiro dos guias de maternidade
>>> Anos 80: A Vida do Bebê

Autor: 
Rinaldo De Lamare
Exemplares vendidos: cerca de 7 milhões
Primeira edição: 1941
Editora: Ediouro

Porque fez sucesso:
 é o primeiro ícone nacional do gênero. Apesar de ter sido lançado antes do “Meu Filho, Meu Tesouro”, o “livro do De Lamare”, como ficou conhecido, acompanhou mães de muitas gerações, do final da década de 60 até a década de 80. Sem radicalismos, o pediatra expõe com detalhes o desenvolvimento do bebê dia a dia, durante o primeiro mês, e depois mensalmente, até completar 18 meses. A linguagem é acessível e vários capítulos apresentam instruções em itens, facilitando a leitura e a compreensão.

Porque caiu em desuso: Ainda é recomendado por alguns especialistas, mas não é mais tão completo como antigamente. A oferta de títulos mais atualizados nesse gênero e o surgimento da internet fez com que grandes obras de referência do passado perdessem um pouco da validade. Há também excesso de detalhamento: seja no tamanho que deve ter um recém-nascido, como deve ser seu pulso, sua respiração, seu sono, sua temperatura – todas as informações são minuciosas e, segundo alguns especialistas, em vez de conforto e segurança, acaba causando confusão e apreensão em muitas mães.

Trechos:
 “Todos os bebês devem ser tratados com atenção e competência. Sua saúde nos dois primeiros anos é fundamental para toda a vida. Os melhores cuidados com ele nesta fase (o propósito deste livro) são indispensáveis para a formação de uma personalidade saudável.”

“... os pais não devem ficar proibindo sua criança de brincar com areia ou de pisar no ladrilho ou no cimento constantemente com gritos e tapas. Deve haver acordos e conversas razoáveis antes de qualquer repreensão”.


Foto: ReproduçãoAmpliar
"O que esperar quando você está esperando": tentativa de desmistificar a gestação
>>> Anos 90/ano 2000: O Que Esperar Quando Você Está Esperando

Autores: Heidi Murkoff, Arlene Eisenberg e Sandee Hathaway
Exemplares vendidos: 10 milhões
Primeira edição: 1985
Editora: Record

Porque foi (e é) um sucesso:
 tem dicas muito atuais sobre planejamento da gravidez, incluindo situações como a idade maternal avançada, rastreamento de cromossomopatias e exames pré-natais. Aborda os 9 meses de gestação, semana a semana, até o nascimento. Resultado de uma ampla pesquisa junto a centenas de casais, reúne informações completas sobre exercícios, sexo durante a gestação, exames específicos, amamentação e muitos outros assuntos que podem ser consultados aleatoriamente, de acordo com o índice remissivo. Também conforta os pais com um capítulo dedicado somente a eles. Escrito a partir da experiência de gestação de uma das autoras, procurar desmistificar os medos e preocupações que rondam a gravidez.
Trechos: “Onde encontrar uma palavra que me tranquilizasse, dizendo que tudo estava indo bem? Não nos livros sobre gestação que se empilhavam na minha mesinha de cabeceira. Não encontrei uma única referência sobre a inatividade fetal durante alguns dias no quinto mês como fenômeno comum e normal. Nem uma referência às quedas acidentais da gestante – que quase sempre são inócuas para o bebê.
(...)
Assim (...) nasceu O que esperar quando você está esperando. Ele é dedicado aos casais de todas as partes e foi escrito na esperança de que ajude os futuros papais e as futuras mamães a se preocuparem menos e a desfrutarem mais da gestação.”

Foto: DivulgaçãoAmpliar
"A Bíblia da Gravidez": adaptada à realidade nacional
>>> Anos 2010: A Bíblia da Gravidez

Autores:
 a versão brasileira conta com a consultoria editorial dos médicos Wladimir Taborda e Alice D’Agostini Deutsch
Exemplares vendidos: cerca de 20 mil
Primeira edição: 2005
Editora: CMS
Porque foi (e é) um sucesso: é a publicação completa mais recente. Por conta disso, é bem atualizada e, principalmente, adaptada aos padrões de costumes e cultura brasileiros, já que inclui consultoria de profissionais locais. Esta é uma das grandes vantagens da publicação, também muito caprichada no aspecto visual: muitas das ilustrações são em tamanho real e há páginas dobráveis especiais, cobrindo os marcos principais de cada trimestre, facilitando o acompanhamento das épocas para os exames e check-ups importantes. Traz também um passo a passo ilustrado para facilitar a administração de todos os aspectos envolvidos nos cuidados com a criança.

Fontes consultadas: André Pascoal Martinez, ginecologista, obstetra e ultrassonografista do Laboratório Salomão e Zoopi; Carolina Ambrogini, ginecologista e obstetra da Unifesp; Silvia Mattoso Gioielli, pediatra homeopata; Maria Esther Jurfest Ceccon, neonatologista do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas; Maria Cristina Gabrielloni, responsável técnica do pelo curso de preparação para o parto do Hospital e Maternidade Albert Einstein
LIVROS QUE INDIQUEI PARA A REPORTAGEM:
Soluções para Noites sem Choro 
Autora: Elizabeth Pantley
Editora: M.Books
Páginas: 344
Origem: estrangeira
Preço sugerido: R$ 55

O Bebê Mais Feliz do Pedaço 

LIVRO E DVD
Autor: Dr. Harvey Karp
Editora: Planeta
Páginas: 287
Origem: estrangeira
Preço sugerido: R$ 39,90
A Maternidade e o Encontro com a Própria Sombra
Autora: Laura Gutman
Páginas: 322
Editora: Best Seller
Origem: estrangeira
Preço sugerido: R$ 39,90
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